Da obesidade à ultramaratona

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Criei a seção “Inspiração” pra compartilhar histórias bacanas que merecem ser conhecidas e que possam ajudar aquelas pessoas que só precisam de um empurrãozinho pra dar o primeiro passo.

Tem ou conhece alguma históra bacana? Envie para andreburgos@treinodehoje.com

Começo falando um pouco sobre minha história. :)

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Existem momentos em nossas vidas que a gente precisa ter coragem pra tomar certas decisões. Em janeiro de 2013, precisei mudar minha vida. Durante minha infância e adolescência, não fui sedentário, muito menos estive acima do peso. Durante a idade adulta, ao longo de alguns anos, fui relaxando e parei de cuidar de mim. Resultado: estava sedentário e pouco mais de 30 kg acima do peso.

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Numa manhã de janeiro de 2013, eu acordei e decidi mudar. Não queria continuar daquela forma, então comecei mudando minha alimentação. Cortei tudo que acreditava que não era “saudável”. Me alimentava, principalmente, de legumes, verduras, frutas e proteínas.

Em março do mesmo, ano comecei a correr. Como ainda estava bastante pesado, eu alternava entre caminhada e corrida e mantinha essa prática durante quatro ou cinco dias na semana. No final do mês, participei da minha primeira corrida de rua. Foram 10 km em 1h24 e, mesmo ficando entre os últimos no geral, a felicidade de terminar a prova foi incrível.

Em pouco mais de 6 meses eu já tinha emagrecido 30 kg e corrido diversas provas de 5, 10 e 21 km. Foi então que decidi tentar correr minha primeira maratona. E, durante os meses de preparação, compartilhava meus treinos e provas nas redes sociais utilizando a hashtag #RumoAos42. Pessoas de todo o Brasil que sempre me acompanhavam costumavam me incentivar. Isso foi muito bacana. Em maio de 2014, lá estava eu e minha família em Porto Alegre, lugar escolhido para superar o maior desafio até então. Após 4 horas e 1 minuto, terminei a prova. Nem preciso dizer que a sensação foi incrível, não é?!

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Menos de um ano depois, em março de 2015, eu já tinha corrido três maratonas e ia tentar correr a primeira ultramaratona, na primeira edição do desafio de 50 km da Chapada do Araripe. Prova belíssima e com altimetria dificílima. Resultado: terminei em 3º colocado geral. Cara, que felicidade! Não só tinha completado minha primeira ultra como ainda fiquei entre os 3 primeiros!

Só que os desafios não pararam aqui. Eu tinha decidido correr outra ultramaratona em agosto do mesmo ano, só que dessa vez foram 100 km. Muitos amigos e parentes me chamavam de louco. Mas, olhando pra trás, eu sabia que conseguiria. Afinal, eu já sabia que o impossível está dentro da cabeça de cada um e tinha certeza que terminaria.

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Então, 11 horas 30 minutos e 33 segundos depois eu estava cruzando a linha de chegada. Um quilômetro antes, apesar de todo o desgaste físico, eu só pensava em encontrar minha esposa, filha e amigos que me esperavam no pórtico da chegada. Cheguei bastante emocionado e feliz.

No dia 12 junho de 2016, de novo em Porto Alegre, alcancei meu melhor tempo em maratona: 3:04:42 e ainda conquistei o índice para a Maratona de Boston. Eu nunca acreditei que correria uma maratona, quanto mais que chegaria nesse tempo e ainda me habilitaria para participar da mais tradicional maratona do mundo, a de Boston.

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Hoje, continuo compartilhando boa parte do meu cotidiano no Instagram (@andreburgos) pra mostrar que qualquer um pode ir além do que acredita. Eu nunca imaginei que emagreceria mais de 30 kg, nem que chegaria a correr 10km. Agora, três anos após começar a correr, coleciono 7 maratonas e 3 ultramaratonas, sem contar as provas de menor distância.

Me identifiquei bastante com corridas de longa distância, e é preciso bastante dedicação e disciplina para me manter “preparado” e evitar lesões. Sempre que corro alguma  prova longa alguém me pergunta: “por que você faz isso?”. Sinceramente, não sei como responder. Existe dor e sofrimento sim, mas a sensação da “missão cumprida” nos faz sentir como super-heróis e nos proporciona uma outra perspectiva sobre os desafios do dia a dia.

Acredito, sim, que qualquer um pode chegar lá. Fácil? Claro que não é! Mas o planejamento e empenho aproxima o ponto de partida e o de chegada.

Seja qual for a modalidade, a prática regular da atividade nos auxilia bastante na vida pessoal e profissional. Nos aproxima da família, nos ajuda com a disciplina e organização em casa e no trabalho. Certamente, nos ajuda a manter o foco em questões pessoais e profissionais. A lista de amigos aumenta numa progressão geométrica. Sem falar no ganho da qualidade de vida.

Meu próximos desafios serão:

  • Ultramaratona de 100 km do frio, em 22 de outubro de 2016;
  • Maratona de Boston, em 17 de abril de 2017.

E assim vou vivendo. Criando desafios e acreditando que posso superá-los.

Não esqueça. Envie sua história para andreburgos@treinodehoje.com

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